Cite mentalmente alguns nomes de inventores. Imagine o cenário em que eles trabalhavam. Não sei você, mas quando lembro dos grandes nomes, só me vem à cabeça um cenário extremamente caótico, de pouquíssimos recursos e muita vontade de fazer acontecer.

O movimento Maker propõe o mesmo espírito de descoberta pelo novo, de curiosidade, de testar, testar, testar… Porém, hoje em dia, com muito mais recursos tecnológicos e amplo conhecimento à disposição de todos graças à Internet, estes espaços de experimentação estão presentes em escolas, universidades e empresas de todos os portes.

Através deste movimento é possível prototipar muitas ideias, criar projetos, produtos, experimentar, testar, melhorar. Mas o principal benefício não é somente o da exploração, é o do trabalho em grupo, da busca pelo conhecimento, do pensamento crítico, da visão computacional, do engajamento por uma causa.

A tecnologia está ficando cada vez mais acessível. Com isso, placas de prototipação como Arduino e Raspberry, sensores, impressoras 3D e vários outros dispositivos estão cada vez mais presentes no dia a dia de alunos e profissionais.

Desde 2013 já se falava sobre o ensino maker nas escolas, mas foi somente nos últimos dois anos que a coisa emplacou de vez. Quem foi na Bett Educar de 2017 e 2018 sabe do que estou falando. São inúmeras empresas oferecendo kits de robótica, impressoras, ferramentas e vários outros apetrechos para que as escolas (e empresas) equipem seus laboratórios.

Espaços maker também são chamados de Fab Lab (algo como Laboratório de Fabricação). E, geralmente, estes ambientes são compostos de:

  • Ferramentas tradicionais e de marcenaria;
  • Impressoras 3D;
  • Cortadoras a laser;
  • Dispositivos para prototipação e outros kits de robótica com inúmeros sensores.

Vantagens da Educação Maker:

  • Aplicação em tempo real (as pessoas podem trabalhar em problemas reais e validar na hora);
  • Interdisciplinar (é possível trabalhar diversas disciplinas na escola);
  • Exploratório (alunos tem acesso a uma grande variedade de recursos);
  • Empoderamento (eles podem escolher que tipo de problema real gostariam de ajudar a resolver);
  • Guiado pela tecnologia (os participantes são encorajados o tempo todo a buscar novas formas de exploração através da Internet e de novos dispositivos);
  • Inovativo (poder criar algo que não existe);
  • Divertir (a principal de todas as vantagens).

Você sabia que São Paulo tem a maior rede de Fab Labs públicos do mundo, com 12 laboratórios?

Outros espaços Maker pelo Brasil

Vídeo 360 mostra como é o Fab Lab do Sesi SP (arraste o mouse pela tela para navegar pelo espaço)

FabLab para refugiados na Grécia

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